Tráfego aéreo cresce dentro do Brasil e entre os países da América Latina


Dados de tráfego aéreo são mais um indicativo do início da retomada do turismo. Tanto no Brasil quanto entre os países da América Latina, o número de voos tem aumentado. O motivo apontado para a alta nos números é o avanço da vacinação.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), agosto é o quarto mês consecutivo com alta no total de voos domésticos. Considerando dados da Anac, a entidade informa que a média de partidas diárias está em 1.680, ou o equivalente a 70% da oferta de voos registrada no início de março, antes da pandemia da Covid-19. Esse é o segundo melhor desempenho desde lá. O mês com mais voos foi janeiro de 2021, que chegou a 75% do número de decolagens registrado antes dos impactos do coronavírus.

O presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz, afirma que o motivador desse resultado é a vacina. “A vacinação contra a Covid-19 está influenciando o crescimento da demanda no setor aéreo. A imunização está avançando, com boa parte dos maiores de 18 anos já imunizados com a primeira dose em diversas localidades. A chegada da vacina para mais públicos é essencial para mantermos a escalada nos números”, avalia.

No gráfico divulgado pela ABEAR, você confere, nas barras amarelas, a média diária de voos domésticos desde abril de 2020, o pior mês para a aviação durante a pandemia. As barras azuis indicam a variação em comparação com março de 2020, quando a crise ainda não havia impactado a operação do setor. (Dados: ANAC / Elaboração: ABEAR)


Entre os países da América Latina, os dados de voos também são animadores. Números recentes da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) mostram que junho foi o terceiro mês consecutivo de recuperação do tráfego aéreo na região. Os 17,3 milhões de passageiros transportados pelas companhias que atuam no mercado latino-americano e caribenho representam 50,3% a menos do que em junho de 2019, antes da pandemia, mas ainda assim o número é positivo, por indicar a retomada.

Para os próximos meses, a previsão do CEO da Alta, José Ricardo Botelho, é otimista: “O processo de vacinação avança fortemente, e o consumidor está tomado pelo chamado ‘turismo de revanche’ (forte desejo de viajar após a quarentena)”. Segundo divulgou a entidade, dados da Universidade de Oxford indicam que essa região está com 50% da população vacinada, contra 8% em abril deste ano.

Paralelamente à vacinação, o Ministério da Infraestrutura trabalha no projeto Embarque + Seguro. A pasta informou que mais de 2,6 passageiros já fizeram os processos de check-in e embarque por meio de reconhecimento facial. O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek é o sexto do Brasil a testar essa solução tecnológica. Passageiros de 157 voos já fizeram os procedimentos sem precisar apresentar cartão de embarque, usando apenas o rosto.

“A pandemia nos impõe desafios, como diminuir o contato humano, a troca de documentos, de papéis. É uma satisfação estarmos reunidos com uma agenda tão positiva, transformadora. Vamos diminuir em 25% o tempo de embarque, o que reduz muito o custo das aeronaves no solo. É mais conectividade e segurança para os nossos aeroportos”, afirmou o secretário-executivo do MInfra, Marcelo Sampaio, durante o lançamento do projeto-piloto em Brasília. O projeto segue como piloto até o final de setembro e, a partir do final do ano, começa a ser implementado nos demais aeroportos do país.

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